quarta-feira, junho 29, 2022

Pastorais

O que é pastoral?

 

“A finalidade da Igreja Católica é evangelizar, ou seja, difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos Evangelhos e nos Livros Sagrados.  Para que a Igreja possa fazer essa divulgação do Santo Evangelho precisa ter um plano organizado, um projeto de evangelização que é distribuído a vários grupos em diferentes áreas. Essas áreas são chamadas pastorais. E as pessoas que trabalham nessas pastorais são chamadas agentes pastorais ou agentes de pastoral.  Todos os membros das pastorais são voluntários. E não é preciso ser católico para participar, já que as pastorais são ecumênicas” (da diocese de Taubaté SP): conforme orientação e apoio de bispo, pároco, coordenador. O ecumenismo e o diálogo inter-religioso são atitudes típicas e inseparáveis do verdadeiro cristão.

“Pastoral vem de pastor. Por isso é importante destacar que ‘fazer’ pastoral é fazer o que Jesus fez. É continuar Sua missão. É por meio das pastorais e do conjunto de suas atividades que a Igreja realiza a sua tríplice missão: profética, sacerdotal e testemunhal.  De uma forma mais simples podemos também definir a pastoral como ‘os braços’ do pastor.  Não seria possível a cada sacerdote, a cada pastor, realizar todas as atividades necessárias para a Igreja cumprir sua tríplice missão, por isso a Igreja utiliza-se dos serviços dos leigos, para, como ‘braços’ dos pastores, ajudar a Igreja” (Ângela Rocha – Catequistas em Ação).

Pastoral é organizada e administrada pela (arqui)diocese e pela paróquia e tem o propósito de atender um assunto: pastoral da pessoa idosa, da criança, carcerária, da liturgia, da pessoa com deficiência, da sobriedade, da catequese (iniciação cristã), juventude, comunicação, dízimo e várias outras.

Todas as pastorais têm coordenadores (arqui)diocesanos, pessoas que devem ser preparadas e adequadas, estar em constante processo de formação e oração, para que liderem, promovam a formação e integração dos agentes pastorais das paróquias e suas comunidades. “O líder tem convicção da impossibilidade da unanimidade; no entanto, tira da diversidade de opiniões e talentos a unidade que junta os interesses individuais, na sua essência, num propósito maior – o bem comum.


 

Pastoral da Comunicação (PASCOM)

A Pastoral da Comunicação é a pastoral do ser/estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso dos recursos e instrumentos da comunicação. Não é uma pastoral a mais, mas aquela que integra todas as demais pastorais. (Igreja e comunicação rumo ao Novo Milênio – Estudos da CNBB 75).
Por meio da comunicação, seja pessoal ou por meio de qualquer instrumento, o agente da Pascom busca: anunciar o Evangelho; promover a comunhão dentro da Igreja, entre os fiéis, o clero, as pastorais, movimentos; realizar uma comunicação interna (para os envolvidos na vida eclesial) e externa (para os que estão fora e para os demais meios de comunicação).


 

Pastoral Familiar

A Pastoral Familiar é um serviço que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, para que possa existir e viver dignamente, estabelecer relacionamentos e formar as novas gerações conforme o plano de Deus.

Abrange todas as famílias, independentemente de sua situação familiar, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa.

Como começou

No Concílio Vaticano II começou-se a delinear na Igreja uma proposta inspiradora para os esforços da evangelização da família. Desde o início de seu pontificado, o Papa João Paulo II dedicou atenção especial à família.

No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada na década de 80, onde foram realizados vários encontros nacionais com os representantes de alguns movimentos e serviços familiares.

Em 1981, no IV Sínodo dos Bispos, foi promulgada a Exortação Apostólica Familiaris Consortio sobre a missão da família cristã no mundo de hoje.

Desde então, foram realizadas muitas ações pela Igreja no Brasil, mas, percebe-se que a missão da Pastoral Familiar é muito mais ampla, urgente e indispensável. A Pastoral Familiar poderá contribuir para que a família seja, de fato, lugar de realização humana, de santificação na experiência de paternidade, maternidade e filiação e de educação contínua e permanente da fé (cf. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2011-2015, n. 108). Por isso, a família deve ser ajudada por uma pastoral familiar intensa e vigorosa (cf. Bento XVI, Discurso inaugural, Aparecida, 2007, n. 5).

Missão

A missão evangelizadora da Pastoral Familiar é a defesa e promoção da pessoa em todas as etapas e circunstâncias da vida e a defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares.

Para isso, é imprescindível promover articulações dentro e fora da Igreja, para defender a vida em todas as suas etapas e dinamizar e orientar ações em favor da família.

A Pastoral Familiar possui quatro metas principais:

  • Fazer da família uma comunidade cristã;
  • Fazer com que a família seja santuário da vida;
  • Resgatar para a família seu justo valor de célula primeira e vital da sociedade;
  • Tornar a família missionária e Igreja doméstica.

Objetivos

  • Formar agentes qualificados;
  • Acolher toda família a partir da realidade em que se encontra;
  • Santificar os laços familiares;
  • Apoiar a família no seu papel educador;
  • Promover a missão em família;
  • Valorizar os tempos litúrgicos e datas civis;
  • Articular o trabalho em conjunto com as outras pastorais e movimentos eclesiais;
  • Estabelecer articulações também com forças externas à Igreja.

Como está organizada

Para alcançar os objetivos propostos, foi instituída a Comissão Nacional da Pastoral Familiar – CNPF composta pelo bispo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, pelos bispos conselheiros, pelo assessor nacional, pelo casal coordenador nacional e pelos bispos, assessores e casais representantes da Pastoral Familiar nos 17 Regionais da CNBB e pelos representantes nacionais dos movimentos eclesiais, institutos e serviços familiares.

Considerando a realidade brasileira e a experiência eclesial, a Comissão episcopal Pastoral para a vida e a Família, propõe a seguinte organização em nível diocesano e paroquial:

a) Setor Pré-Matrimonial

  •  Preparação Remota. Articular com: Crisma, jovens, catequese e escola.
  • Preparação Próxima: Evangelizar namorados e noivos.
  • Preparação Imediata: Diálogo com o Padre, Retiro Espiritual, Rito Sacramental e Celebração.

b) Setor Pós-Matrimonial

Oferecer ajuda e formação para recém-casados e grupos familiares.

Formação contínua para a vida conjugal, familiar e comunitária e Celebrações Especiais.

c) Setor Casos Especiais

Os casais em segunda união e seus filhos sejam acolhidos, acompanhados e incentivados, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja, segundo as orientações do Magistério.

Acompanhar as diferentes realidades das famílias de migrantes, mães e pais solteiros, famílias com filhos deficientes ou drogados, famílias distanciadas da igreja, matrimônios mistos, atenção especial aos idosos, viúvos, casais em segunda união, alcoolismo etc.


Catequese

A Iniciação à Vida Cristã (IVC) de inspiração catecumenal, conforme nos pede a Igreja e o que buscamos viver na Arquidiocese. É um processo, um itinerário de transmissão da fé. Este itinerário deve ser mistagógico, favorecendo a experiência do Encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo, sendo capaz de aos poucos, transformá-los em discípulos missionários em vista da construção do Reino de Deus.
A finalidade desse processo não está assentada somente em uma simples preparação para receber os sacramentos. Mas numa participação intensa na dimensão mística, celebrativa e acolhedora da fé e da Palavra de Deus, mediada pela catequese e pela comunidade viva de seus membros. Sendo assim o sacramento é a consequência da fé assumida.
A coordenação paroquial de catequese tem um calendário sistemático de encontros semanal com os catequizando. E com os catequistas e pais, conforme o projeto formativo agendado. Por isso, contamos com a colaboração de todos os catequistas, lideranças e pastorais da paróquia para alcançar o objetivo de sermos Igreja viva, discípulos e discípulas de Jesus Cristo. Cristãos envolvidos pelo Espírito Santo, autênticos e comprometidos com o anúncio do evangelho.


Pastoral da Criança

A finalidade da PASTORAL da Criança é atender as crianças carentes de nossa comunidade.
Nossa tarefa é orientar e acompanhar crianças de 0 a 6 anos com ações básicas de saúde, cidadania, educação e nutrição.
Nosso lema é: “Para que todas as crianças tenham vida em abundância “.



Pastoral do Dízimo
“A Pastoral do Dízimo é a ação eclesial que tem por finalidade motivar, planejar, organizar e executar iniciativas para a implantação e o funcionamento do dízimo, e acompanhar os membros da comunidade no que diz respeito a sua colaboração, em sintonia com a pastoral de conjunto na Igreja particular.” (Doc. 106, 36 CNBB).
Podemos dizer que a Pastoral do Dízimo é um serviço realizado na Igreja e tem como papel principal conscientizar cada fiel da sua responsabilidade com a sua Igreja e com a sua Comunidade, tornando-o corresponsável na construção desta comunidade. A principal missão da Pastoral do Dízimo é de aproximar os irmãos a fazer esta experiência com Deus, pois através da devolução do seu dízimo como sinal de gratidão a Deus , o cristão atende as quatro dimensões do dízimo, que são:
Dimensão religiosa: ajuda o cristão a compreender a vivência da fé e pertença a uma comunidade eclesial. Tem a ver com a relação do cristão com Deus.
Dimensão eclesial: traz a consciência de ser membro da Igreja e corresponsável, para que a comunidade disponha do necessário para a realização do culto divino e para o desenvolvimento de sua missão.
Dimensão missionária: permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma Diocese e entre dioceses, manifestando a comunhão que há entre elas. (Igrejas irmãs)
Dimensão caritativa: é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência. Nesta dimensão manifesta-se o cuidado com os mais necessitados.

Sobretudo, precisamos considerar ainda que a alma desse trabalho está na evangelização, como nos exorta o Documento 106: “A experiência do dízimo cresce conjuntamente com a qualidade da vida cristã, principalmente de seu aspecto comunitário. Tudo o que promove o crescimento de fé, promove o aprofundamento do dízimo” (p. 75).



Pastoral do Canto
A música tem a função de acolher, animar e auxiliar o celebrante na Santa Missa e demais celebrações ligados à Igreja.


Pastoral da Acolhida
“Acolher o outro é acolher a Deus em pessoa” (Papa Francisco).
Nosso intuito na Pastoral da Acolhida é recepcionar as pessoas da Comunidade, as pessoas que procuram a nossa Paróquia em ocasiões especiais e aquelas que nos visitam pela primeira vez.
A Igreja deve ser acolhedora através de todos os agentes de pastorais.


 

Pastoral da Litúrgica

Liturgia é a ação do Povo de Deus, reunido em Jesus Cristo, na comunhão do Espírito Santo. É a celebração de Mistério Pascal, isto é, a passagem da morte para a vida, através de sinais, gestos e palavras. A liturgia é, portanto, ação de Cristo na Igreja e está presente na Santa Missa ou Celebração Eucarística, e nas celebrações dos Sacramentos, dos Sacramentais e da Palavra. Liturgia é a ação celebrativa da Igreja que reúne a comunidade, santifica as pessoas e dá graças a Deus Pai através de sinais, palavras, cantos, orações e símbolos.
A Pastoral da Liturgia preza pela organização e harmonia da dimensão celebrativa. Para que haja participação de todos, a equipe litúrgica pensa, planeja, organiza e prepara todas as etapas das missas, celebrações, procissões, etc, com carinho e dedicação, em consonância com todas as pastorais e ministérios que compõem o âmbito litúrgico: ministério de música, ministério de Leitores, ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão, ministério de coroinhas e Acólitos e Pastoral da Acolhida.


 

Coroinhas
A Pastoral dos Coroinhas realiza na vida da Comunidade Paroquial um trabalho com as crianças e com os jovens que sentem o chamado a servir o altar do Senhor seguindo imitar os passos de São Tarcísio, que desde pequeno tinha o compromisso de ajudar o Papa Sisto II nas celebrações Eucarística.
O Coroinha tem como função específica, auxiliar o Sacerdote durante todo Ato Litúrgico, ajudando com amor e zelo todas as funções desenvolvidas.
Com o acompanhamento dos Coordenadores e sob a orientação do Pároco realizam mensalmente breves momentos de oração e formação Litúrgica.


Pastoral da Pessoa Idosa (PPI)

SIGNIFICADO DO LOGOTIPO
Duas pessoas tendo um coração que as une; um traço que lembra o telhado de uma casa; o nome Pastoral da Pessoa Idosa; a sigla CNBB para lembrar que é uma Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; a frase do Salmo 90 “Dai ao nosso coração sabedoria”, que é o lema da Pastoral da Pessoa Idosa.
O “carro-chefe” da Pastoral da Pessoa Idosa é a visita domiciliar às pessoas
idosas. No logotipo, as duas pessoas unidas pela imagem do coração, quer expressar toda solidariedade, fraternidade, estima, afeto e ajuda que a Pastoral da Pessoa Idosa se propõe a oferecer às pessoas idosas, por intermédio de seus agentes, os líderes comunitários.
O coração quer ainda lembrar o lema desta Pastoral da Pessoa Idosa: “Dai ao nosso coração sabedoria” (Sl 90,12).
As duas pessoas que ao se abraçarem formam um coração, quer representar o Líder comunitário que chega na casa e abraça com todo afeto a pessoa idosa que ali vive. O telhado lembra o aconchego do Lar e a ação principal da Pastoral da Pessoa Idosa, que é a visita domiciliar. A casa tem também um simbolismo muito especial para a metodologia da capacitação, fundamentado na passagem bíblica que relata a “construção da casa sobre a rocha” (Mt 7, 24-25).
A construção sobre a rocha quer lembrar que todo o trabalho, toda missão de cada pessoa envolvida na Pastoral da Pessoa Idosa,
precisa ter esta rocha como apoio. Esta rocha é o próprio Jesus Cristo.

JUSTIFICATIVA
A Pastoral da Pessoa Idosa, Organismo vinculado à CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fundada em 05 de novembro de 2004, tem por objetivo formar redes de solidariedade humana, fortalecendo o tecido social e contribuindo para melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas na família, buscando a compreensão de todas as dimensões do envelhecimento (física, psicológica, social e espiritual), gerando uma cultura de cuidado do ser humano em sua plenitude.
O Papa Francisco tem falado em muitas ocasiões sobre a realidade das pessoas idosas, identificando que “esta é uma porção da sociedade deixada à margem. E uma sociedade que não valoriza as pessoas idosas, que esquece sua história, é uma sociedade sem raízes. A velhice não é uma doença, é um privilégio! A solidão pode ser uma doença, mas com caridade, proximidade e conforto espiritual, podemos curá-la” (Cf. Agência Ecclesia- 1º/02/20).

OBJETIVO GERAL
Acompanhar pessoas idosas no domicilio, mensalmente, de preferência, as mais fragilizadas, levando afeto e a ternura de Deus.

FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA
A Pastoral da Pessoa Idosa tem por metodologia a prática de Jesus. Marcos 6,34-44 trata da multiplicação de dois peixes e cinco pães, onde o Mestre dá autonomia às lideranças, recomendando que se dividissem em grupos e servisse a multidão.
A PPI, também identifica as lideranças no meio da comunidade e as envia em missão dois a dois depois de passarem por capacitação adequada.
E a PPI não vai descansar enquanto não chegar a todas as comunidades. Como deixou escrito o Santo João Paulo II já às vésperas de sua morte:
“Que cada comunidade acompanhe com uma compreensão amorosa todos os que envelhecem”. Essa é a nossa meta a ser alcançada.
Una-se a nós para que os nossos objetivos de implantar a Pastoral da Pessoa Idosa, em nossa Paróquia, seja alcançado. Como nos diz ainda o Papa Francisco: “Somos convidados a ‘sair de casa’, a ter os olhos e o coração abertos aos outros. A nossa revolução passa pela ternura, pela alegria que sempre se faz proximidade, que sempre se faz compaixão e leva a envolver-nos, para servir, na vida dos outros. A nossa fé faz-nos sair de casa e ir ao encontro dos outros para partilhar alegrias e sofrimentos, esperanças e frustrações.” (Roma 22/09/15)

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