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Padre de Quixadá é acusado de transfobia à Justiça por ensinar doutrina da Igreja sobre gênero em missa

Padre de Quixadá é acusado de transfobia à Justiça por ensinar doutrina da Igreja sobre gênero em missa Padre Francisco Wilson é sacerdote de Quixadá (CE) | Instagram/Hospital Maternidade...

Padre de Quixadá é acusado de transfobia à Justiça por ensinar doutrina da Igreja sobre gênero em missa Padre Francisco Wilson é sacerdote de Quixadá (CE) | Instagram/Hospital Maternidade Jesus, Maria e José O padre Francisco Wilson Ferreira da Silva Nascimento, de Quixadá (CE), foi denunciado por “transfobia” ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por dizer, em homilia, que o que Jesus ensina é que “homem é homem e mulher é mulher”. Ele foi denunciado pela Associação Cearense de Diversidade e Inclusão (ACEDI), no início do mês. A ACEDI alega que as manifestações do sacerdote “ultrapassam os limites da liberdade religiosa e de expressão, podendo configurar discurso discriminatório e de ódio, especialmente contra pessoas transgênero, grupo historicamente vulnerabilizado e alvo recorrente de violência simbólica e física”. “Ainda que inseridas em contexto religioso, falas que negam identidades, reforçam estigmas e deslegitimam direitos podem contribuir para a naturalização da violência, do preconceito e da exclusão social, sobretudo quando dirigidas a partir de uma posição de autoridade moral e institucional”, disse a associação. “Agora homem e mulher é pela ideia que você cria de você mesmo”, pregou o padre. “Não interessa o seu corpo feminino, não. Você colocou na cabeça: 'Eu sou homem, e pronto!', você é homem, e pronto! O homem botou na cabeça: 'Eu sou mulher, e pronto!', ele é mulher e pronto!”. “Isso aí é a base do que se chama ideologia de gênero”, sobre a qual “a gente escuta tanto”. A ideologia de gênero é a militância política baseada na teoria de que a sexualidade humana independe do sexo e se manifesta em gêneros muito mais variados do que homem e mulher. A ideia contraria à Escritura que diz, no livro do Gênesis 1, 27: “Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher Ele os criou”, na tradução oficial da CNBB. O Catecismo da Igreja Católica diz, no número 369: “O homem e a mulher foram criados, quer dizer, foram queridos por Deus: em perfeita igualdade enquanto pessoas humanas, por um lado; mas, por outro, no seu respectivo ser de homem e de mulher. “Ser homem”, “ser mulher” é uma realidade boa e querida por Deus: o homem e a mulher têm uma dignidade inamissível e que lhes vem imediatamente de Deus, seu Criador. O homem e a mulher são, com uma mesma dignidade, “à imagem de Deus”. No seu “ser homem” e no seu “ser mulher”, refletem a sabedoria e a bondade do Criador”. Segundo o padre Nascimento, “isso é o plano daqueles que fazem o poder hoje. É ensinar isso para as crianças na escola". Para o advogado Maurício Romano, da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP), “o sacerdote estava em seu templo, pregando aos fiéis em tom moderado, sem menosprezar qualquer grupo e pedagogicamente expondo a doutrina oficial da Igreja Católica, é, portanto, proselitismo religioso - que consiste em regular exercício de direito”. “Esse direito é protegido pelo Acordo Brasil-Santa Sé e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas, antes de tudo, é um direito natural do sacerdote no exercício de sua função”, disse o jurista à ACI Digital. Segundo o advogado Maurício Romano, “a denúncia, em si”, da ACEDI deve ser materialmente rejeitado porque “trata-se de uma clara tentativa de perseguição religiosa”. O advogado da UJUCASP ainda disse que “infelizmente, o Brasil se vê à deriva em uma tempestade judiciária” com denúncias contra padres que dizem a verdade da fé católica nas homilias ou pregações. “Por mais que o STF e o STJ tenham julgados recentes em favor do proselitismo religioso” por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2566; do Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) 13468; do Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) 117539 “e, mais ainda, da exposição pública da doutrina oficial, da Fé católica” o “fato é que juízes de 1º grau espalhados pelo Brasil tem autorizado a abertura de inquéritos e de processos contra corajosos sacerdotes”, pontuou Romano. “Dito isso, por mais que ocorram, a prisão de sacerdotes por expor a doutrina oficial da Igreja Católica é ilegal e tende a ser revertida nos tribunais superiores, apesar do sofrimento inicial do sacerdote e de seu rebanho”. Romano ainda disse que para os sacerdotes se protegerem contra denúncias como essa em Quixadá, “o que se recomenda é que, como os grandes santos, os sacerdotes realizem a pregação com confiança e escorados nos documentos oficiais da Igreja”. “Se possível, citando o trecho do Catecismo, a Encíclica o livro etc., que tenham se embasado”, disse o advogado destacando que “essa prática é pedagogicamente boa para os fiéis e para os advogados que vierem a defendê-los”. Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015. Vicariato da arquidiocese de Vitória defende obrigatoriedade de conteúdo LGBT em escolas “Em um país onde a violência contra a população LGBTIA+ atinge níveis alarmantes, é inadmissível que o poder legislativo crie ferramentas para alimentar ainda mais o preconceito”, disse o Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica da arquidiocese de Vitória por meio nota. O vicariato expressa “veemente repúdio à promulgação” da lei estadual do Estado do Espírito Santo que garante aos pais e responsáveis o direito de impedir a participação de seus filhos ou dependentes em aulas sobre identidade de gênero em escolas públicas e privadas. Virou crime chamar homem de homem, diz deputado Nikolas Ferreira, condenado por ‘transfobia’ “Virou crime chamar homem de homem”, disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ontem (24) em suas redes sociais. “Repito: virou crime dizer uma verdade biológica”. Ferreira foi condenado no dia último dia 19 a pagar R$ 40 mil reais a Kim Flores Carlos, que se identifica como mulher, por dizer que “ela se considera mulher, mas ela é um homem”. Não é transfobia, é biologia, diz vereador mais votado de SP sobre projetos contra a ideologia de gênero “Não é transfobia, é biologia”, escreveu em suas redes sociais o vereador de São Paulo (SP) Lucas Pavanato (PL-SP) sobre seus três projetos de lei contra a ideologia de gênero depois de parte da mídia taxar os projetos de “transfóbicos”. --- Fonte: ACI Digital URL Original: https://www.acidigital.com/noticia/66737/padre-de-quixada-e-acusado-de-transfobia-a-justica-por-ensinar-doutrina-da-igreja-sobre-genero-em-missa

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