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Vivemos uma calma tensa, diz presidente da Conferência Episcopal Venezuelana

O arcebispo de Valencia, Venezuela, Jesús González de Zárate, presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). | Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). O arcebispo de Valencia,...

O arcebispo de Valencia, Venezuela, Jesús González de Zárate, presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). | Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). O arcebispo de Valencia, Venezuela, Jesús González de Zárate, presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), viveu horas de grande preocupação na noite do último sábado (3), quando os EUA lançaram uma operação militar na Venezuela com bombardeios a instalações militares estratégicas que culminou na captura do presidente do país, Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. “Uma leitura global dos eventos do último sábado e suas consequências é difícil, porque novas informações surgem a cada dia e novas dinâmicas se desenvolvem em torno desses eventos, o que nos aconselha a sermos prudentes e pacientes”, disse Gonzáles de Zárate à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN. Ele diz que o modo de analisar as coisas na manhã de sábado não foi o mesmo que à tarde, porque "muitas perguntas surgiram" depois de uma entrevista coletiva do presidente dos EUA, Donald Trump, na qual ele disse que seu país governaria a Venezuela e descartou María Corina Machado, líder da oposição, como presidente. “Muitas dúvidas estão surgindo entre a população sobre o futuro imediato” Toda a comunidade católica, assim como o resto do país, está vivendo uma "calma tensa", segundo o arcebispo. "Muitas dúvidas estão surgindo entre a população sobre o futuro imediato", diz ele. No dia da intervenção militar, à tarde, as pessoas foram às ruas e aos supermercados para estocar suprimentos, mas desde domingo "o tráfego de veículos e as atividades de trabalho têm sido retomados gradualmente", diz o presidente da CEV. Antes de a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumir o poder na última segunda-feira (5) como presidente interina perante a Assembleia Nacional da Venezuela, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça do país, a CEV emitiu um comunicado expressando solidariedade e apoio ao povo venezuelano. Em suas orações, diz Zarate, estão também “as famílias daqueles que foram feridos ou perderam a vida”. “A todos eles dizemos que a fé nos dá razões para viver esses momentos difíceis confiando no amor de Deus, com força e esperança”, diz ele. Outra preocupação são os 7,9 milhões de venezuelanos que deixaram o país em busca de proteção e uma vida melhor, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós, bispos venezuelanos, já nos manifestamos em várias ocasiões sobre a realidade da migração de milhões de nossos compatriotas para outros países”, diz ele. “É uma questão que nos preocupa, especialmente porque, nos últimos tempos, foram desenvolvidas políticas públicas que os afetam significativamente”. Além dessas considerações, o presidente da CEV prefere não se pronunciar oficialmente sobre a situação política até que se tenha um panorama mais claro. "Nós, bispos, temos mantido constante acompanhamento e discernimento dessas questões, com espírito de fé e em um clima de oração, guiados pelos grandes princípios da doutrina social da Igreja”, diz o arcebispo. “Quando tivermos uma compreensão mais abrangente e precisa, poderemos nos pronunciar sobre elas". Em todo caso, ele prevê que a visão da Igreja envolva o pedido do papa para "garantir a soberania nacional" no país. Justiça dos EUA decide que organizações religiosas podem contratar só membros da fé Victoria Cardiel é jornalista especializada em temas de informação social e religiosa. Desde 2013, ela cobre o Vaticano para vários veículos, como a agência de noticias espanhola Europa Press, e o semanário Alfa y Omega, da arquidiocese de Madri (Espanha). Morte de 32 soldados cubanos confirma intervenção de Cuba na Venezuela, diz dissidente O anúncio do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, de que 32 soldados cubanos morreram defendendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirma que o regime cubano apoiou o chavismo, não só em troca de petróleo venezuelano, mas também pela participação na administração do país, disse Regis Iglesia, porta-voz do Movimento Cristão de Libertação (MCL), organização cubana de resistência ao regime comunista. Iglesia vive exilado na Espanha. ‘Ventos de esperança sopram’ para Venezuela, Nicarágua e Cuba, diz líder nicaraguense Arturo McFields, ex-embaixador da Nicarágua na Organização dos Estados Americanos (OEA), disse que, depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, “ventos de esperança sopram” para Venezuela, Nicarágua e Cuba. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou ontem (6) por telefone com o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin. Depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, as ruas de Caracas, capital do país, estavam quase desertas na manhã do último sábado (3). O governo declarou um "estado de comoção externa" que limita as garantias constitucionais. --- Fonte: ACI Digital URL Original: https://www.acidigital.com/noticia/66241/vivemos-uma-calma-tensa-diz-presidente-da-conferencia-episcopal-venezuelana

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