A Igreja celebra hoje (19) Nossa Senhora de La Salette, título mariano que recorda a aparição da Virgem Maria, chorando, a dois pastorinhos na França, no século XIX. Os motivos das lágrimas foram...
A Igreja celebra hoje (19) Nossa Senhora de La Salette, título mariano que recorda a aparição da Virgem Maria, chorando, a dois pastorinhos na França, no século XIX. Os motivos das lágrimas foram revelados por Ela às duas crianças: o descuido do domingo, dia do Senhor, e a blasfêmia.
A senhora estava vestida como uma camponesa da região, com vestido longo, um avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca. Algumas rosas coroavam sua cabeça, ladeavam seu lenço e rodeavam seu calçado. Uma luz brilhava em sua fronte como um diadema. Carregava uma pesada corrente sobre os ombros e uma corrente mais leve pendia sobre o peito com um crucifixo que tinha de um lado um martelo e do outro uma torquês.
A “bela senhora” disse às duas crianças: “Vinde meus filhos, não temais, aqui estou para vos comunicar uma grande notícia”. “Se meu povo não quiser aceitar, vejo-me forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurar. Há tanto tempo que sofro por vós”, acrescentou.
Em seguida, ela falou sobre os motivos de suas lágrimas: “Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não mo querem dar. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho”. “Os que conduzem as charretes não sabem falar sem pôr no meio o nome do meu Filho. São as duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho”, disse.
“Se a colheita se estraga, não é senão por vossa causa. Eu vos fiz ver isso no ano passado, relativamente às batatas inglesas; não fizestes caso; pelo contrário, quanto as encontráveis estragadas, blasfemáveis e pronunciáveis o nome de meu Filho. Elas vão continuar a deteriorar-se, e no Natal não haverá mais batatas inglesas”, acrescentou.
A Virgem se dirigia aos pastorinhos em francês e também no dialeto regional de um modo que pudessem entender. Ao perceber que não entendiam o que dizia quando falou das batatas, a senhora disse: “Não compreendeis, meus filhos? Vou dizê-lo de outro modo”.
“Se tiverdes trigo, não se deve semeá-lo. Tudo o que semeardes será devorado pelos insetos, e o que produzir se transformará em pó ao ser malhado. Virá grande fome. Antes que a fome chegue, as crianças menores de sete anos serão acometidas de tremor e morrerão entre as mãos das pessoas que as carregarem. Os outros farão penitência pela fome. As nozes caruncharão, as uvas apodrecerão”.
A senhora falou, depois, a cada uma das crianças, sem que a outra pudesse entender o que estava dizendo. Em seguida, voltou a falar aos dois: “Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatas serão semeadas nos roçados”. Perguntou ainda se as crianças faziam “bem” suas orações. Eles disseram que não e ela respondeu: “Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais”.
“Durante o verão, só algumas mulheres mais idosas vão à Missa. Os outros trabalham no domingo, durante todo o verão. Durante o inverno, quanto não sabem o que fazer, vão a Missa zombar da religião. Durante a Quaresma vão ao açougue como cães”, disse.
Por fim, pediu que as crianças transmitissem a mensagem a todos. E depois subiu o monte e se elevou e desapareceu.
Depois da aparição, Maximino voltou para casa de seu pai, em Corps. Com ajuda do pároco e do bispo, foi admitido ao Colégio das Irmãs da Providência, onde estudou por quatro anos. Em 1850, ingressou no seminário menor de Rondeau e, em 1856, passou para o seminário maior dos jesuítas, em Landes, mas desistiu depois de um tempo. Em 1859, foi estudar medicina em Paris, mas, desencantados, desistiu dos estudos e voltou para Corps em 1864. No ano seguinte, foi para Roma, onde chegou a ser admitido no Corpo da Guarda Pontifícia, onde serviu por poucos meses.
De volta a Corps em 1866, publicou “Minha profissão de fé a respeito da Aparição de Nossa Senhora de La Salette”. Em 1870, foi convocado para servir no Forte Militar de Barraux, em Grenoble, na Guerra entre França e Prússia.
Ficou doente no começo de 1874 e, em novembro daquele ano, subiu pela última vez ao local da aparição de La Salette. Morreu em 1º de março de 1875, aos 40 anos, depois de receber os sacramentos.
Em 1892, mudou-se para a Itália, na diocese de Lecce. Em 1897, se transferiu para Messina, na Sicília, onde ajudou o bispo Annibale di Francia, hoje canonizado, a fundar uma congregação feminina.
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Fonte: ACI Digital
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