O papa saúda fiéis diante do palácio apostólico de Castel Gandolfo | Vaatican Media
O papa Leão XIV lamentou o que chamou de recrudescimento da Violência na Terra Santa e pediu uma solução política justa depois da oração do Ângelus de hoje (26).
«Acompanho com preocupação a persistência e o recrudescimento da violência na Terra Santa, da qual, recentemente, também foram vítimas muitos civis na Cisjordânia e em Gaza», disse o papa no palácio apostólico de Castel Gandolfo, onde passa férias. Está previsto que regresse ao Vaticano amanhã (27).
Um tiroteio a sudoeste de Nablus matou ao menos quatro palestinos e dois soldados israelenses. Na sequência, durante a madrugada, houve uma onda de ataques por parte de colonos judeus contra comunidades palestinas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram operações militares mais intensas nos locais que Israel considera focos de terrorismo.
«Faço um apelo urgente para que se retomem as negociações com vista a uma solução política justa, baseada na igual dignidade e nos mesmos direitos de todas as pessoas, e para que se rejeitem novas ações militares e decisões unilaterais, especialmente aquelas que violam o respeito e o status quo dos locais sagrados de cada confissão religiosa», disse o papa.
Leão XIV renovou seu apelo de paz em todo o Médio Oriente e lamentou que a intensificação das operações militares tenha trazido «novamente violência e destruição, colocando gravemente em perigo a vida de numerosos civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade».
«Do fundo do meu coração, exorto todas as partes envolvidas a suspenderem os ataques e a reabrirem urgentemente espaços de diálogo e diplomacia, para alcançar o mais rapidamente possível a paz tão desejada por toda a região», disse.
O papa também pediu orações «por todos os povos do mundo que sofrem por causa da guerra».
«Que o Senhor toque os corações e ilumine as mentes dos responsáveis, para que se chegue em breve à reconciliação e à paz», exclamou.
Leão XIV manifestou também a sua solidariedade para com as pessoas afetadas pelos «incêndios devastadores» que assolam várias zonas da Espanha e da França.
O Pontífice convidou a rezar «pelas pessoas afetadas e pelo trabalho das equipes de emergência». Os incêndios florestais continuam a se alastrar e já foram mais de 320 mil as pessoas retiradas de suas casas.
O papa também falou da beatificação celebrada ontem (25) no Líbano de Elias Hoyek, patriarca maronita de Antioquia entre 1899 e 1931 e fundador da Congregação das Irmãs Maronitas da Sagrada Família.
«Durante mais de trinta anos, guiou a Igreja maronita com grande dedicação e sensibilidade pastoral. Homem de diálogo e de esperança, foi uma referência eclesial, social e política brilhante, ao ponto de ser chamado de Pai do Grande Líbano», disse o papa.
Leão XIV também recordou a sexta Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos, celebrada hoje (26), cujo lema são as palavras do profeta Isaías: «Eu, porém, nunca te esquecerei.»
«Demos graças juntos ao Senhor pela dádiva que os idosos representam para a Igreja e para a sociedade. Comprometamo-nos a respeitar e valorizar o seu precioso papel e a garantir-lhes sempre a atenção e a assistência que merecem», disse o papa.
Victoria Cardiel é jornalista especializada em temas de informação social e religiosa. Desde 2013, ela cobre o Vaticano para vários veículos, como a agência de noticias espanhola Europa Press, e o semanário Alfa y Omega, da arquidiocese de Madri (Espanha).
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Fonte: ACI Digital
URL Original: https://www.acidigital.com/noticia/69071/papa-lamenta-recrudescimento-da-violencia-na-terra-santa-cisjordania-e-gaza
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