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Regional Oeste 2 da CNBB alerta para polarização e pede rejeição à violência nas próximas eleições

Regional Oeste 2 da CNBB alerta para polarização e pede rejeição à violência nas próximas eleições “No atual cenário complexo e polarizado” da política brasileira “é fundamental...

Regional Oeste 2 da CNBB alerta para polarização e pede rejeição à violência nas próximas eleições “No atual cenário complexo e polarizado” da política brasileira “é fundamental repudiar quaisquer atitudes de violência e divisão”, disseram os bispos das dioceses e da prelazia do Regional Oeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Mato Grosso em uma mensagem em vista das eleições de 2026 que acontecerá em 4 de outubro. No documento, eles também pedem às “lideranças eclesiais” que “não permitam serem manipuladas e instrumentalizadas, especialmente em uma época em que o ritmo de vida e os conflitos fomentam atitudes de distanciamento e agressividade”. O comunicado, dirigido "aos cristãos leigos e leigas, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, particularmente aos padres e diáconos", é assinado pelo bispo de Diamantino, dom Vital Chitolina, presidente do Regional Oeste 2 da CNBB; pelo bispo de Rondonópolis-Guiratinga, dom Maurício da Silva Jardim, vice-presidente do RO2; pelo bispo de São Luiz de Cáceres, dom Jacy Diniz Rocha, secretário do RO2; pelo bispo de Sinop, dom Canísio Klaus; pelo bispo de Juína, dom Neri José Tondello;  pelo bispo de Primavera do Leste-Paranatinga, dom João Aparecido Bergamasco; pelo bispo de Barra do Garças, dom Paulo Renato Fernandes G. de Campos; pelo bispo de São Félix, dom Lucio Nicoletto e pelo administrador arquidiocesano de Cuiabá, padre Deusdedit Monge de Almeida. Segundo os bispos, “numa sociedade plural e democrática, é legítimo que todos tenham a possibilidade de chegar às suas próprias conclusões, que nem sempre serão, e nem precisam ser, iguais às dos outros”. Por isso, “o caminho deve ser o da unidade, consistindo em deixar de lado o que divide e procurar o que une, nunca justificando a divisão e a má vontade, mas sempre buscando o caminho da reconciliação”. “Sendo assim, como Igreja, vamos aproveitar a oportunidade de, num período eleitoral pacífico e participativo, ajudarmos a construir uma sociedade de comunhão e amizade social”, disseram os bispos. A nota dos bispos diz que “a comunidade eclesial considera com estima aqueles e aquelas que, assumindo a vida pública, afetiva e efetivamente, se doam ao serviço do bem comum”. “A Igreja deve ser espaço favorável para que eles possam, no desempenho de sua missão, ouvindo a Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja, chegar ao melhor discernimento”. Eles encorajaram os membros de “comunidades, os cristãos leigos e leigas, com vocação para a atuação política direta", que se disponham a se candidatar “mantendo a adesão ao projeto de Jesus Cristo e o precioso sentido de pertença à sua comunidade de fé” “As associações, os movimentos e outras expressões da comunidade cristã devem sentir-se encorajados a envolverem-se na formação, principalmente da Doutrina Social da Igreja, considerando seus princípios fundamentais: dignidade da pessoa, bem comum, solidariedade, subsidiariedade, destinação universal dos bens e participação”. “A tarefa da Igreja é formar consciências, abstendo-se de embates partidários e ideológicos, e por isso, "não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política...mas também não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça”. Segundo os bispos, o discernimento “em quem votar” será “sempre um desafio” e por isso, “é importante verificar a história dos candidatos e candidatas, conhecer a trajetória e o passado de quem pede o nosso voto”. “É necessário verificar sua coerência ética e sua capacidade de servir à sociedade, evitando decisões baseadas apenas em emoções, preconceitos, fanatismos ou promessas. Não basta que um candidato se apresente com discurso religioso para merecer nossa confiança”. Eles também pontuaram que “a Igreja Católica no Brasil tem longa tradição na valorização da Ficha Limpa e na denúncia da imoral e antiética compra de votos que, considerada crime, passou a cassar os mandatos dos culpados”. “Votar por troca de favores ou simplesmente por amizade pode comprometer seriamente nosso futuro”, disseram eles e enfatizaram: ““Voto não tem preço, tem consequência”, como já foi afirmado inúmeras vezes em situações de eleição”. “O principal critério de discernimento eleitoral”, segundo os bispos, “deve ser o compromisso irrenunciável com a defesa integral da vida, desde a concepção até a morte natural" que também passa “necessariamente pelos direitos humanos e sociais em todas as etapas da vida”. “Como exorta o papa Leão XIV, se a vida deixar de ser reconhecida como um valor fundamental, que futuro podem ter as nossas sociedades?”, indagou os bispos ressaltando que “a defesa da vida humana não é uma questão parcial nem um interesse confessional: é uma meta de civilização”. Os bispos também destacaram que é preciso verificar “todas as informações sobre os candidatos e candidatas em que se pretende votar são importantes” e “examinar em fontes seguras se essas informações, bem como as propostas apresentadas, correspondem à realidade”, porque “infelizmente as mentiras, hoje potencializadas pela internet, particularmente pela manipulação da inteligência artificial (IA), têm a capacidade de mudar a vontade do voto popular”. “O papa Leão XIV nos alerta enfatizando que “a utilização de plataformas digitais e sistemas de IA acelera mudanças profundas na comunicação pública e política. Ferramentas que poderiam favorecer o debate e a participação são frequentemente utilizadas para construir narrativas distorcidas e anular as distinções entre o verdadeiro e o falso, misturando dados e opiniões””, ressaltaram pedindo aos eleitores que não permitam “que a mentira determine seu voto”. Ao final da mensagem, os bispos das dioceses e prelazia do Mato Grosso exortam os fiéis e clérigos que rezem “pelo bom êxito das próximas eleições” e invocaram “as bênçãos de Deus sobre os candidatos e candidatas, eleitores e eleitoras”. Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015. Abstenção não é a melhor escolha, diz CNBB em defesa do ‘voto responsável’ “Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos", disse a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em mensagem “ao povo brasileiro por ocasião das eleições de 2026”, divulgada ontem (18). “Essa questão da diminuição da maioridade penal é muito grave, muito grave. Quer dizer, nós discutimos, nós roubamos, nós fazemos uma porção de coisas e depois queremos colocar na cadeia pessoas de 16 anos e 14 anos”, disse o arcebispo de Manaus (AM), cardeal Leonardo Steiner, ontem (14) em entrevista ao portal A crítica, de notícias do Amazonas. Dignidade humana e defesa integral da vida são principais critérios de discernimento eleitoral, dizem bispos do RJ “O principal critério para o discernimento eleitoral deve ser o compromisso com a dignidade humana e a defesa integral da vida, desde a concepção até a morte natural”, disseram os bispos do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em mensagem sobre as eleições 2026. O regional corresponde às dioceses e arquidioceses do Estado do Rio de Janeiro. --- Fonte: ACI Digital URL Original: https://www.acidigital.com/noticia/68613/regional-oeste-2-da-cnbb-alerta-para-polarizacao-e-pede-rejeicao-a-violencia-nas-proximas-eleicoes

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