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Pode-se construir unidade sem verdade? Comentário sobre a visita de Sarah Mullally ao Vaticano

Pode-se construir unidade sem verdade? Comentário sobre a visita de Sarah Mullally ao Vaticano Papa Leão XIV recebe a arcebispa da Cantuária, Sarah Mullally, no Vaticano, na última segunda-feira...

Pode-se construir unidade sem verdade? Comentário sobre a visita de Sarah Mullally ao Vaticano Papa Leão XIV recebe a arcebispa da Cantuária, Sarah Mullally, no Vaticano, na última segunda-feira (27). | Simone Risoluti / Vatican Media Por mais compassiva que a Igreja seja para com aqueles que sofrem da doença mental da disforia de gênero, há muito tempo reconhecemos que não fazemos favor algum às pessoas se as reforçarmos na ilusão — especialmente se a ilusão for sobre algo que realmente importa. A realidade é o caminho mais seguro para a sanidade e uma reordenação santa. Se isso é verdade na área do sexo e da identidade, também o é em questões ecumênicas e na eclesiologia. É por isso que tantas pessoas sentiram um sério desconforto com o modo como o papa Leão XIV recebeu a arcebispa protestante anglicana da Cantuária, Sarah Mullally. Apostolicae curae deixou claro por que ordenações anglicanas são e sempre foram nulas e sem efeito, ao mesmo tempo que afirmou ser essa, de fato, a intenção original e deliberada do ordinal anglicano e da eclesiologia politizada dos séculos XVI e XVII. O fato de os anglicanos terem mudado de ideia e buscarem um certo grau de legitimidade da Igreja Mãe, com a qual estão em cisma, não altera a história nem as credenciais deles. Não faz bem algum aos anglicanos fingir que os desejos de sua imaginação eclesial podem mudar a natureza da realidade. Voltaremos a esse assunto, mas, primeiro, talvez valha a pena dedicar algum tempo à personalidade da primeira mulher arcebispa anglicana. Sarah Mullally está em uma jornada. Não só uma jornada de enfermeira a clériga. Uma jornada da clareza conservadora e evangélica para o liberalismo progressista da moda. Em termos teológicos, pode-se dizer que ela passou da ortodoxia bíblica protestante para a categoria de deísmo terapêutico. Numa resenha recente da biografia de Sarah Mullally escrita por Andrew Atherstone, George Conger, um proeminente comentarista da Igreja Episcopal, chama a atenção para essa trajetória de Mullally, da fidelidade ao conservadorismo à moda política progressista. É um fato histórico que os evangélicos conservadores foram rejeitados pela elite anglicana na Inglaterra. Eles são vistos como um constrangimento teológico, cultural e político para o establishment, e as portas do reconhecimento e da promoção sempre são firmemente fechadas na cara deles. Quem quer maior responsabilidade ou ser promovido, tem que deixar que a própria teologia se desenvolva ou se transforme num agnosticismo mais politicamente sofisticado, com consciência social — e talvez mais do que consciência social, uma inclinação política socialista. George Conger diz que foi exatamente esse o caminho percorrido por Sarah Mullally, o que resultou em sua promoção com uma rapidez surpreendente. Ela começou como uma evangélica conservadora fiel, produto e promotora da União Cristã e de sua cultura. Suponho que se possa discutir se ela decidiu deliberadamente abandonar sua ortodoxia para satisfazer sua ambição secular, mas teríamos que reconhecer que não sabemos a resposta. O fato é que história de vida dela levanta essa questão. Sabemos, no entanto, que ela era extremamente ambiciosa no mundo da enfermagem, chegando a chefiar a burocracia que supervisiona a enfermagem no Reino Unido, e, assim, talvez não seja demais perguntar se sua ambição contaminou sua fidelidade evangélica a ponto de estar disposta a vender suas convicções para ser promovida rapidamente dentro da Igreja anglicana. Não estamos simplesmente à espera de uma pessoa famosa, diz bispo sobre ida de Leão XIV à Espanha Ao fazer essa jornada, ela entrou em duas áreas controversas de ética teológica que a põem no extremo da heterodoxia progressista. Ela promoveu o aborto como escolha ética, o que faz parte de sua legitimação da agenda feminista e de sua rejeição da santidade da vida no útero que a doutrina da Igreja sempre ensinou. Ela também apoiou a a celebração de casamento de pessoas do mesmo sexo, em contradição com o que a Igreja sempre ensinou sobre casamento, sexo e identidade. A Igreja Católica tem uma reputação de clareza tanto em relação ao aborto quanto sobre a natureza do casamento. E não faz bem algum receber clérigos de outras denominações que incorporam preferências heterodoxas como se essa clareza não importasse. Como disse Edward Pentin, do National Catholic Register, da EWTN, na calorosa recepção a Mullally responsáveis da Santa Sé estenderam cortesias “que foram muito além da hospitalidade diplomática e incluíram gestos carregados de significado eclesial”. Entre essas cortesias estiveram uma audiência privada com o papa Leão XIV e a oportunidade, inédita para um arcebispo visitante da Cantuária, de dar uma bênção na capela Clementina da basílica de São Pedro – “o próprio lugar”, disse Pentin, “do martírio de São Pedro e, assim, um lugar onde a sucessão apostólica está visual e espiritualmente concentrada”. Assim, recebendo Sarah Mullally no Vaticano com tanto fervor, a hierarquia católica demonstrou insensibilidade tanto ao seu próprio julgamento sobre a validade das ordens anglicanas quanto à anarquia ética que Sarah Mullally representa. Isso prejudica não só os fiéis católicos e os teólogos católicos, mas também, para sermos pessoais por um momento, os anglicanos convertidos que escolheram se tornar católicos, em parte, para curar o cisma da Igreja em seu próprio discipulado — e fizeram isso precisamente por estar convencidos da falta de integridade das ordens anglicanas e do perigo de sua heterodoxia ética. Ao mesmo tempo, em termos de integridade terapêutica, sempre se aceitou que fortalecer alguém em seu delírio autodestrutivo sem qualquer tentativa de intervenção terapêutica é uma traição à responsabilidade para com o delirante. Pode haver muito espaço para discussão e discernimento sobre a melhor maneira de tornar a realidade acessível aos delirantes, mas aceitar o delírio sem qualquer provocação, qualquer ressalva ou qualquer desconforto não é gentil nem amoroso. E em certo sentido, isso provavelmente resume a dinâmica dessa recepção desordenada. Não se trata tanto de contrapor o amor à verdade, mas sim da perene tentação de ser legal em vez de ser honesto. Se é a visão católica de tática que ser legal é mais produtivo e fiel do que ser honesto, então talvez haja argumentos a favor. Mas nunca foi assim. A Igreja Católica sempre priorizou dizer a verdade e aceitar que há um preço a pagar para reparar a desordem, a infidelidade e a rebeldia. Quando um penitente se aproxima do sacramento da reconciliação, é condição essencial que ele esteja disposto a reconhecer a verdade sobre si mesmo para encontrar um caminho a seguir. Parece estranho em um nível ecumênico e institucional, que uma regra que se aplica tão obviamente ao arrependimento individual seja suspensa ou mesmo invertida em nível institucional ou corporativo. O anglicanismo, em seus documentos, ainda repudia a missa, ainda repudia a autoridade do bispo de Roma e ainda repudia o purgatório e vários concílios ecumênicos não nomeados. Em termos históricos, ele é responsável pela destruição da cultura católica na Inglaterra e pelo roubo, por parte do Estado, de todos os recursos que pertenciam à Igreja Católica no auge de sua presença na Inglaterra. Seria indelicado mencionar isso em todas as visitas ecumênicas, mas continua sendo estranhamente desconfortável fingir que o antagonismo exacerbado que deu origem à Igreja da Inglaterra não deva ser reconhecido, ou ser causa de arrependimento, de algum modo contemporâneo. Uma das tarefas ecumênicas deve ser, sem dúvida, encontrar uma maneira de nos libertar da história, de erros ideológicos politizados, de antagonismos equivocados entre diferentes comunidades eclesiais, mas nossa fé é cristalina sobre como isso deve ser alcançado. Jesus disse que Ele é a verdade, e permanecendo fiéis a Ele e à verdade, descobrimos que a verdade nos libertará. O modo como ocorreu a visita da arcebispa da Cantuária não mostrou, de modo algum, a verdade da situação e, consequentemente, nada será feito para nos libertar do peso sombrio de um passado cismático não resolvido. Essa poderia ser considerada a primeira tarefa do processo ecumênico e até mesmo uma responsabilidade do patriarca do Ocidente à sombra de um legado histórico doloroso, violento e desordenado. Se for para o ecumenismo ter alguma integridade, ele não pode se basear em gestos que obscurecem a realidade ou amenizam a contradição, mas só numa submissão partilhada à verdade que o próprio Cristo personifica. Qualquer coisa menos que isso corre o risco de se tornar um teatro de sentimento em vez de uma obra de reconciliação. O caminho para a unidade não está em evitar cuidadosamente as dificuldades, mas na coragem de dar nome a elas, de se arrepender delas e de permitir que a verdade cumpra o papel de nos libertar. Enquanto isso não acontecer, tais encontros, por mais bem-intencionados que sejam, permanecerão suspensos entre a aparência e a realidade, oferecendo a forma da unidade sem sua substância e deixando as feridas mais profundas da história sem cicatrizar. Gavin Ashenden, editor associado de The Catholic Herald, é ex-capelão da rainha Elizabeth II da Inglaterra, e ex-bispo anglicano. Hoje comentarista e apologista leigo católico, ele é comentarista frequente para GB News, BBC, e a voz por trás de New English Catholic no Substack. O arcebispo anglicano Justin Welby celebrou ontem (25) uma "missa" anglicana na basílica católica de São Bartolomeu, localizada às margens do rio Tibre, na chamada Ilha Tiberina de Roma. Bispa anglicana participa da reunião do Conselho dos Cardeais com o papa Francisco O encontro do Conselho dos Cardeais, conhecido como C9, com o papa Francisco que começou ontem (5) no Vaticano teve a participação de Jo Bailey Wells, bispa anglicana. O papa Leão XIV enviou ontem (26) uma mensagem a Sarah Mullally por ocasião de sua posse como arcebispa de Canterbury, primeira mulher a ocupar o cargo mais alto da Igreja da Inglaterra. O papa Leão XIV se reuniu hoje (27) no Vaticano com a arcebispa da Cantuária, Sarah Mullally. A primeira visita oficial de Mullally a Roma, Itália, como líder espiritual da Igreja da Inglaterra. --- Fonte: ACI Digital URL Original: https://www.acidigital.com/noticia/67859/pode-se-construir-unidade-sem-verdade-comentario-sobre-a-visita-de-sarah-mullally-ao-vaticano

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