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Sínodo da Sinodalidade pede mecanismos para igualdade entre homens e mulheres na Igreja

Sínodo da Sinodalidade pede mecanismos para igualdade entre homens e mulheres na Igreja Participantes do Sínodo da Sinodalidade na Aula Paulo VI. | Crédito: Daniel Ibáñez/EWTN A Secretaria-Geral...

Sínodo da Sinodalidade pede mecanismos para igualdade entre homens e mulheres na Igreja Participantes do Sínodo da Sinodalidade na Aula Paulo VI. | Crédito: Daniel Ibáñez/EWTN A Secretaria-Geral do Sínodo da Sinodalidade publicou na última terça-feira (8), o relatório final do Grupo de Estudos 6, com propostas para renovar as relações entre bispos, vida consagrada e os vários grupos eclesiais, e defende a necessidade de "desenvolver um mecanismo claro para a aplicação da igualdade de gênero no local de trabalho". Propõe-se também o desenvolvimento de critérios para aprovar a criação de institutos de vida consagrada e a nomeação de um delegado para a vida consagrada em cada diocese. O relatório, que não é vinculante e será agora analisado pelo papa Leão XIV, faz parte do trabalho desenvolvido pelos dez grupos de estudo criados pelo papa Francisco em 2024 no contexto do Sínodo da Sinodalidade. Esses grupos serão dissolvidos depois da publicação de seus respectivos relatórios finais. O grupo de trabalho foi coordenado pelo arcebispo de Newark, EUA, cardeal Joseph William Tobin, e incluiu, entre outros, o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; o cardeal Luis Antonio Tagle, pró-prefeito da Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares do Dicastério para a Evangelização; e o cardeal João Braz de Aviz, prefeito-emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. A freira Simona Brambilla, prefeita do mesmo Dicastério, também participou. Uma das principais conclusões do relatório é que a Igreja deve avançar rumo a uma participação mais ampla de religiosos e religiosas nos processos de discernimento e tomada de decisão. Assim, propõe "fortalecer a relação entre as conferências dos superiores maiores e as conferências episcopais para incluir os consagrados nos processos de tomada de decisão". Especialistas dizem que os carismas inerentes à vida religiosa são uma contribuição indispensável para a missão evangelizadora da Igreja e que deveriam estar mais presentes nos espaços onde são tomadas as decisões pastorais. O documento diz que essa participação não deve se limitar aos órgãos nacionais, mas também deve se estender ao nível diocesano. Outro aspecto abordado no relatório é a necessidade de estabelecer procedimentos mais claros para regular as relações institucionais entre dioceses e congregações religiosas. O texto fala sobre a “necessidade de formular um modelo padrão para um memorando de entendimento e diretrizes apropriadas, levando em consideração os desafios atuais”. Segundo especialistas, esses acordos devem servir para prevenir conflitos e garantir uma colaboração transparente entre as partes. O grupo recomenda que tais protocolos definam claramente aspectos como responsabilidades pastorais, gestão de ativos, uso da propriedade e questões financeiras. O documento diz também que “questões relativas à propriedade e à remuneração devem ser pactuadas de modo claro e justo nos memorandos de entendimento”, a fim de evitar conflitos e garantir a proteção adequada dos direitos de todas as partes envolvidas. Entre as propostas, destaca-se também que "a resolução oportuna de questões, respeitando a privacidade e a confidencialidade, deve tornar-se uma prioridade e estar sujeita a prazos precisos". O grupo de estudo diz também que toda instituição religiosa deve ter procedimentos obrigatórios para a resolução de disputas. Assim, propõe “a criação de comissões de conciliação”, especialmente para tratar de conflitos relacionados a bens ou responsabilidades institucionais. Esses órgãos devem abranger representantes dos bispos e da vida consagrada, garantindo assim a participação de ambos os lados na busca de soluções. O relatório também dedica uma seção à necessidade de estabelecer sistemas eficazes de supervisão e responsabilização. Especialistas dizem que “medidas legais pertinentes, vinculadas a prazos precisos, são necessárias para garantir o monitoramento e a responsabilização das relações entre bispos e consagrados e consagradas”. Eles falam também sobre a importância de os futuros sacerdotes terem uma melhor compreensão da realidade da vida consagrada. Consequentemente, solicitam que “a formação do clero abranja o conhecimento da vida consagrada”, tanto em ambientes acadêmicos quanto por meio de experiências pastorais compartilhadas com religiosos e leigos. Entre as propostas mais inovadoras está a possibilidade de ampliar a participação de freiras em certos processos eleitorais dentro da Igreja. O relatório propõe que “as mulheres consagradas possam participar do processo de eleição de bispos responsáveis ​​pela vida consagrada nos níveis nacional e diocesano”, e intervir na seleção de capelães para trabalhos ligados às comunidades religiosas. Embora o documento não especifique os mecanismos concretos para tornar essa participação efetiva, a proposta é uma das iniciativas mais significativas surgidas do Grupo de Estudos 6, pois aponta para uma maior presença de mulheres consagradas em áreas tradicionalmente reservadas ao clero. Até a última terça-feira, sete dos dez grupos de estudo originais do Sínodo já haviam publicado seus relatórios finais. Os três restantes são o Grupo de Estudo 1, sobre as relações entre as Igrejas Católicas Orientais e a Igreja Latina; o Grupo de Estudo 8, sobre o papel dos representantes papais; e o Grupo de Estudo 10, dedicado ao ecumenismo. Estão também pendentes os relatórios finais de dois outros grupos: um sobre A Liturgia Numa Perspectiva Sinodal e outro sobre O Estatuto das Conferências Episcopais, Assembleias Eclesiais e Concílios Particulares. Ambos foram criados por iniciativa de Leão XIV. Os grupos de estudo também contam com o apoio de três comissões: a Comissão Canônica, a Comissão Canônica Oriental e a Comissão SECAM sobre Poligamia, que publicou seu relatório final em março. Os relatórios das outras duas comissões ainda estão pendentes. Victoria Cardiel é jornalista especializada em temas de informação social e religiosa. Desde 2013, ela cobre o Vaticano para vários veículos, como a agência de noticias espanhola Europa Press, e o semanário Alfa y Omega, da arquidiocese de Madri (Espanha). Convocado pelo papa Francisco em 2015, o Sínodo da Amazônia foi o primeiro teste do modelo que se ia repetir na Caminho Sinodal Alemão e no Sínodo da Sinodalidade, inciado em 2021 que deve se estender até o ano que vem. Assim como no processo alemão e nas fases já realizadas do Sínodo da Sinodalidade, depois de processos de escuta, discutiu-se no Sínodo da Amazônia o fim do celibato sacerdotal, a ordenação de mulheres e uma inculturação radical que aceita a visão do mundo em que se vai evangelizar, os mesmos temas de reforma que se propõem à Igreja desde antes do Concílio Vaticano II. Sínodo da Sinodalidade: Os participantes do Sínodo da Amazônia que voltam a Roma Dos mais de 360 participantes do Sínodo sobre a Sinodalidade que acontece no Vaticano de 4 a 29 de outubro próximo com o lema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão” cerca de trinta participaram do Sínodo da Amazônia em 2019. Antes do início do Sínodo da Sinodalidade, que começou no dia 4 de outubro no Vaticano, pensava-se que as participações dos membros estariam sob segredo pontifício, mas não foi o caso, embora haja uma disposição que determina que as discussões sejam mantidas em sigilo. A Assembleia Sinodal de outubro terá um nível de participação sem precedentes para um Sínodo. Dos mais de 360 membros votantes, um número recorde, quase 27% deles não são bispos. As mulheres e um número considerável de leigos participarão pela primeira vez com direito de voto em um Sínodo. --- Fonte: ACI Digital URL Original: https://www.acidigital.com/noticia/69757/sinodo-da-sinodalidade-pede-mecanismos-para-igualdade-entre-homens-e-mulheres-na-igreja

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